segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O SNS - 1º capítulo.

Bom, devo ser hoje por hoje das poucas pessoas onde os sms's são ultrapassados em importância por outra sigla, embora afim: o sns. Nele trabalho, e em exclusividade.
O SNS. Que é tendencialmente gratuito. E que tem um problema: é muito caro. Serei eu parte do problema. Os anos que se seguem dir-me-ão do desfecho.
A minha filha anda numa escola secundária pública. Não paga nada ela - eu por ela- por lá andar, terminou o 6º, vai para o 7º ano. Paga os livros, uma que outra actividade extra. Se pagasse, eu falaria em dupla tributação, afinal, pago os meus impostos e que são bastantes. Quando a minha filha vai à sua médica de família, ali na USF da Senhora da Hora, não paga nada porque é criança. Se fosse adulta, por consulta pagaria uma taxa moderadora discreta. Se pagasse mais voltaríamos a falar da dupla tributação, afinal os impostos, etc. Então, onde está o busílis da questão, ou eu estou ou ando enganadinho?
Pretende-se onerar a saúde pública - o SNS - porque se proclama como injusto que "os ricos não paguem nada". Ora acontece que os ricos com frequência não pagam nada porque habitualmente não vão lá. Só nos casos mais graves, para os quais com frequência "a privada" não está preparada, ou não arrisca, ou faz que seja tão caro tão caro que só mesmo os hiper-ricos. Assim sendo, constipações e endoscopias na Clipóvoa, coronárias no Hospital de Gaia. Tem lógica...

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