domingo, 13 de janeiro de 2013

E uma salvaguarda.

E, antes de arrancarmos para uma melhor análise do relatório do FMI e do momento que vivemos, porque tem este blogue - no que a mim diz respeito - estado tão calado? A resposta é simples: porque Miguel Relvas ainda é ministro. É que não há palavras.

O relatório do FMI e o ano de 2013 - take one.

Um país não é só números. Os números que medem um país nascem duma história. E os números nascem de um país em movimento. Números são um reflexo e não a essência. Números incontornáveis mas menos do que as pessoas que assim aparecem medidas. Espremidas?

Este relatório do FMI - cuja divulgação terá surpreendido o próprio e interessará aos do costume - é uma avaliação que só pode ser rejeitada - e a ideia é que o deve ser - após análise profunda e resposta adequada, isto é, com números melhores e falando das pessoas que nós somos metidos neste embrulho. Se considerarmos o relatório superficial, e ele nem sempre o é, a sua refutação não pode ser superficial. Mas a razão mais simples para recusar este relatório como a receita certa é que não somos nós a fazê-lo. E, para mim, esta razão chega. Basta de política e de políticos cobardes que pedem a outros - estrangeiros, ie., estranhos a nós - para ditar ao pobre nós-público o que verdadeiramente negro  sobre nós lhes vai na alma! Eu disse alma?

Agora é preciso responder e muito e circunstanciadamente.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sobre (outra vez) o medo.

Na sequência de declarações recentes que passam por originais, seja na televisão seja nos jornais, aqui vai do O'Neill, tão a propósito...




O Poema Pouco Original do Medo




O medo vai ter tudo

pernas

ambulâncias

e o luxo blindado

de alguns automóveis



Vai ter olhos onde ninguém os veja

mãozinhas cautelosas

enredos quase inocentes

ouvidos não só nas paredes

mas também no chão

no tecto

no murmúrio dos esgotos

e talvez até (cautela!)

ouvidos nos teus ouvidos



O medo vai ter tudo

fantasmas na ópera

sessões contínuas de espiritismo

milagres

cortejos

frases corajosas

meninas exemplares

seguras casas de penhor

maliciosas casas de passe

conferências várias

congressos muitos

óptimos empregos

poemas originais

e poemas como este

projectos altamente porcos

heróis

(o medo vai ter heróis!)

costureiras reais e irreais

operários

(assim assim)

escriturários

(muitos)

intelectuais

(o que se sabe)

a tua voz talvez

talvez a minha

com certeza a deles



Vai ter capitais

países

suspeitas como toda a gente

muitíssimos amigos

beijos

namorados esverdeados

amantes silenciosos

ardentes

e angustiados



Ah o medo vai ter tudo

tudo



(Penso no que o medo vai ter

e tenho medo

que é justamente

o que o medo quer)



*

O medo vai ter tudo

quase tudo

e cada um por seu caminho

havemos todos de chegar

quase todos

a ratos



Sim

a ratos

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Old mexican joke transformed..

Hey, Peter, I think the country is gone!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

VLG.

O nosso ministro das Finanças Vítor Louçã Gaspar é casado com uma colega do BdP. Espero que ele se contenha e nos tempos mais próximos  não lhe faça juras de dedicação e fidelidade, pois à taxa de engano que as suas declarações estão a ter - rondando os 100% - e evito cuidadosamente usar a palavra mentira, ao primeiro protesto de amor eterno leva com os trapinhos à porta!

JCJ.

Já nem o Luxemburgo nos safa. Jean-Claude Juncker, o luxemburguês presidente do Eurogrupo, foi apanhada à falsa fé e "num canto escuro" por meia dúzia de jornalistas portugueses. Estes, em vez de o sodomizarem à grande e à bruta - à grega! - apenas o fizeram dizer, os grandes maganos, que o que valia no sentido de suavizar a vida grega podia também servir para suavizar a vidinha portuguesa (será que a Catarina Portas concorda?). Um engano, um puro engano, que a escuridão do lugar e a "ciganice" portuguesa provocou num digno representante da Europa séria, a Europa central, e haverá algo mais central na Europa do que o Luxemburgo?
Consta que no Luxemburgo começa a haver desemprego. Amigos como somos a facilitar a vida do próximo o desemprego no Luxemburgo fala... português! Está a ficar um hábito.

2 por cento.

2 por cento separam Angela Merkel de Jerónimo de Sousa. Este foi reeleito por unanimidade pelo renovado Comité Central do PCP, Angela Merkel foi ontem reeleita para levar a CDU  a nova disputa eleitoral com 98% dos votos. O Aplauso durou oito minutos, falta saber se foi ritmado.